3.2.09

Juan Muñoz

Visita de estudo com a prof. Manuela Cambotas á retrospectiva de Juan Muñoz.








O percurso retrospectivo de Muñoz é uma constante encenação, a multidão de “Many Times”,






a rua dos “Hotel Declercq” e outras varandas anónimas,







o tapete oriental de “Minaret for Otto Kurz”,






as escadas de caracol (“Spiral Staircase”)







e até corrimãos (“El Pasamanos”)







Em “One Figure” vemo-nos a nós próprios, ou não fosse o espelho metáfora para outras tantas extrapolações sobre o duplo e a identidade.






As figuras de Muñoz não são, contudo, a matéria tradicional da escultura clássica. Situadas em ambientes arquitectónicos, podem estar sentadas em bancos ou colocadas a meia altura numa parede.













São, com frequência, figuras de circo, de teatro, do cinema ou de um quadro de Velázquez – anões, pontos de teatro, bailarinas – imobilizadas num momento e subentendendo uma história implícita que ao público cabe imaginar.











Têm uma estatura inferior à dos humanos, parecendo feitas à escala real quando observadas à distância, a ilusão óptica é frequentemente utilizada.





Ao longo da sua carreira, precocemente terminada, Muñoz conseguiu devolver à figura humana um lugar central na arte mas recolocando-a, através da sua perspectiva única, num local ao mesmo tempo familiar e estranho.





Num dia chuvoso, Serralves bela como sempre...







É pena o Porto não ter os seus jardins, povoados de memórias de grandes escultores, no jardim da Cordoaria, Juan Muñoz retratou-nos...


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