11.2.09



O Homem no centro do Mundo
O acreditar na nossa vontade e na nossa capacidade...



O termo Renascimento é aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650, sobretudo no século XVI. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica.

O ideal do humanismo foi sem duvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do homem (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média.

Ou seja, a partir do Renascimento, o ser humano passou a ser o grande foco das preocupações da vida e do imaginário dos artistas. O retrato, por exemplo, tornou-se um dos gêneros mais populares da pintura, utilizado, na ausência da fotografia, para o registro de pessoas e famílias nobres e burguesas.

Dentro desse universo de figurações, o auto-retrato se estabelece como um sub-gênero repleto de peculiaridades. Nele, o artista se retrata e se expressa, numa tentativa de leitura e transmissão de suas características físicas e sua interioridade emocional.

Ali também, na maneira como utiliza cores e pinceladas, no modo como desenha suas próprias formas e lhes atribui volumes e texturas, o artista constrói seus próprios comentários sobre a natureza e os atributos da arte.

Características gerais: Racionalidade; Dignidade do Ser Humano; Rigor Científico; Ideal Humanista; Reutilização das artes greco-romana.




Principais características da Pintura Renascentista:

– Perspectiva: arte de figura, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria.

– Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos.

– Realismo: o artistas do Renascimento não vê mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada.

– Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo.

Outra característica da arte do Renascimento, em especial da pintura, foi o surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos demais, já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e, consequentemente, pelo individualismo.




Pintura renascentista

Princípios orientadores são:
-a conquista de um espaço cénico, agora suportado por princípios matemáticos e pela perspectiva linear científica.
-a representação realista da Natureza, animais e especialmente do Homem.




Elementos Técnicos

-perspectiva rigorosa e científica, que permite um tratamento real do espaço e da luz.
-pintura a óleo, que apareceu em Itália em meados do século XV, devido às trocas comerciais a partir de Veneza com a Flandres. Substituiu-se, gradualmente, as técnicas da têmpera e do fresco para a pintura a óleo que ao possuir maior tempo de secagem, permitiu a elaboração de modelados e velaturas.
-a utilização de novos pigmentos aglutinantes (como o óleo) que possibilitava novas associações e graduações da cor.
-novos suportes como a tela e o cavalete que facilitaram a difusão das correntes estéticas uma vez que permitiram uma circulação mais fácil das obras.



Elementos formais

-inclusão nas obras de cenários arquitectónicos.
-grande naturalidade e realismo anatómicos.



Elementos estéticos

-equilíbrio e a harmonia dados pelo rigor científico. Era comum as figuras serem representadas segundo esquemas geométricos, como o esquema em pirâmide, de forma a transmitirem uma maior harmonia;
-realismo representação da realidade tal como a observam, valorização da personalidade retratada.

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