29.9.09

A Mansarda




"A Mansarda"
CIRCOLANDO



Do novo circo a um teatro dançado, do teatro de objectos ao concerto encenado, são múltiplas – e, por vezes, contraditórias – as etiquetas invocadas para catalogar o trabalho de uma companhia como a Circolando. Espectáculo que encerra a trilogia dedicada à Poética da Casa, Mansarda prolonga o carácter inclassificável deste teatro, que tanto se faz de esculturas, instrumentos musicais inverosímeis (inesquecíveis, as máquinas de costura reconvertidas numa orquestra de sanfonas), projecções vídeo, instalações e melopeias, como renuncia ao texto, elemento teatral de eleição. Aprofundando o peculiar método da companhia, baseado na livre associação de ideias e referências, também Mansarda se ergue sobre uma babel de matérias: textos de Gaston Bachelard, desenhos e instalações de Louise Bourgeois, escritos de Tonino Guerra e Cesare Pavese, imagens de Chagall, fotografias de George Dussaud… Depois de Quarto Interior (2006) e Casa-Abrigo (2008), espectáculos que o TNSJ em boa hora co-produziu e estreou, Mansarda instala-nos nesse lugar entre céu e terra – o sótão, as águas-furtadas –, propondo-nos um balanço da experiência da casa, espaço-tempo habitado por fiapos de sonho e lembrança.



Espectáculo de encerramento do ciclo Poética da Casa, Mansarda propõe uma súmula das várias ideias de casa que com ele queremos abordar: casas feitas de pele-memória que existem fora do tempo. Casas com raízes e sabor a terra, sensíveis ao ciclo das estações. Casas-corpo-árvore, pés mergulhados na terra e cabeça a tocar o céu. Casas com as memórias de um mundo rural antigo, com a lembrança dos campos e dos animais. Casas com os serões de trabalho e festa, com os medos da escuridão e o secreto desejo da viagem. Casas com ninhos prestes a voar. Casas que integram o vento e a chuva e acolhem um sonho de mar. Casas-ilha, casas flutuantes, casas da eternidade. Casas com as paisagens da imensidão.



Ao longo da vida vamos construindo um sótão-abrigo onde guardamos os nossos sonhos-lembrança fundamentais. As vivências, as histórias, as imagens que fomos retendo para podermos a elas voltar sempre que o desejamos. No fundo, uma casa para o nosso coração. Uma casa que se confunde connosco e sempre nos acompanha.
Velhos, visitamos estes sótãos com raízes numa infância longínqua e fazemos soar livres os fios da memória. Baralhamos a curva do tempo. Caminhamos em direcção aos inícios, vamos para o lugar onde se encontra a morada dos nossos devaneios...


Os escritos de Bachelard e os desenhos, as esculturas e as instalações de Louise Bourgeois serão o ponto de partida para um diálogo com múltiplos autores: Tonino Guerra, Miguel Torga, Cesare Pavese, Mia Couto, Chagall, Dussaud. A máscara, o palhaço, a dança com cadeiras, roupas, ramos, palha, a música das máquinas de costura-sanfona, a voz e o canto serão matérias certas no trabalho de improvisação teatral.

28.9.09

Eugene Ionesco

Tema de projecto proposto para o 1º módulo da representação plástica do espectáculo

"a aula" de Eugene Ionesco


Teatro do Absurdo nasceu do Surrealismo, sob forte influência do drama existencial. O Surrealismo, que explora os sentimentos humanos, tecendo críticas à sociedade e difundindo uma ideia subjectiva a respeito do obscuro e daquilo que não se vê e não se sente, foi fundamental para o nascimento desse género que buscava, na segunda metade do século XX, representar no palco a crise social que a humanidade vivia, apontando os paradigmas e os valores morais da sociedade como factores principais da crise. A principal fonte de inspiração dos dramas absurdos era a burguesia ocidental, que, segundo os teóricos do Absurdo, se distanciava cada vez mais do mundo real, por causa de suas fantasias e cepticismo em relação às consequências desastrosas que causava ao resto da sociedade.

Como o próprio nome diz, o Teatro do Absurdo propõe revelar o inusitado, mostrando as mazelas humanas e tudo que é considerado normal pela sociedade hipócrita. Essa vertente desvela o real como se fosse irreal, com forte ironia, intensificando bem as neuroses e loucuras de personagens que, genericamente, divulgam o homem como um psicótico, um sofredor, um ser que chega às últimas consequências, culminando sempre na revolução, no atrito, na crise e na desgraça total. Extremamente existencialista, o Absurdo critica a falta de criatividade do homem, que condiciona toda a sua vida àquilo que julga ser o mais fácil e menos perigoso, se negando a ousar, utilizando-se de desculpas para justificar uma vida medíocre.

O Teatro do Absurdo foca principalmente o comportamento humano, deflagrando a relação das pessoas e seus actos concomitantes. O objectivo maior desse género é promover a reflexão no público, de forma que a maioria dos roteiros absurdos procuram expor o paradoxo, a incoerência, a ignorância de seus personagens em um contexto bastante expressivo, trágico, aprofundado pela discussão psicológica de cada personagem apresentado, com uma nova linguagem.

Para Eugene Ionesco, Membro da Academia Francesa, autor de um dos primeiros espectáculos absurdos, como A Cantora Careca (1950), “renovar a linguagem, é renovar a concepção, a visão do mundo”. Essa linguagem é traduzida não só nas palavras de cada um dos personagens, e sim em todo o contexto inovador, pois cada elemento no Teatro do Absurdo influencia a mensagem, inclusive os objectos cénicos, a iluminação densa e utópica, além dos figurinos. Todos esses elementos materiais do espectáculo contribuem para o enriquecimento da mensagem que deve ser clara para não haver dúvidas por parte do público. A ironia constitui-se numa figura de linguagem extremamente difícil de ser praticada no palco, pois, exagerada ou mal formulada, pode ganhar um sentido contrário àquele intencionado pelo director. Um outro factor importante é que, no Teatro do Absurdo, muitas vezes o cenário, o figurino e a nuanças nas interpretações se tornam ainda mais importantes do que o próprio texto. O texto em si promove uma nova leitura, cuja concepção tornará possível a construção cénica dentro de um viés preferido pelo director.

26.9.09

Reflexão

Estamos em hora de reflexão, por isso lembrei-me de mais uma imagem que vale por mil palavras do nosso colega Sérgio





Estou confusa...
Será do buraco negro?
continuo a ter medo...

Buraco negro

Um buraco negro clássico é um objecto com campo gravitacional tão intenso que a velocidade de escape excede a velocidade da luz (299.792,458 km/s, equivalente a 1.079.252.848,8 km/h). Nem mesmo a luz pode escapar do seu interior, por isso o termo "negro" (cor aparente de um objecto que não emite nem reflete luz, tornando-o de fato invisível). A expressão "buraco negro", para designar tal fenômeno, foi cunhada pela primeira vez em 1968 pelo físico americano John Archibald Wheeler, em um artigo científico histórico chamado The Known and the Unknown, publicado no American Scholar e no American Scientist. O termo "buraco" não tem o sentido usual, mas traduz a propriedade de que os eventos em seu interior não são vistos por observadores externos.

Teoricamente, um buraco negro pode ter qualquer tamanho, de microscópico a astronómico (alguns com dias-luz de diâmetro, formados por fusões de vários outros), e com apenas três características: massa, momento angular (spin) e carga elétrica, ou seja, buracos negros com essas três grandezas iguais são indistinguíveis (diz-se por isso que "um buraco negro não tem cabelos"). Uma vez que, depois de formado, o seu tamanho tende para zero, isso implica que a "densidade tenda para infinito".

Para uma explicação mais rigorosa



Explicação mais acessível...

O buraco negro é um fenómeno do universo que suga qualquer planeta, estrela, cometa, meteoro, ou até mesmo luz, que chegue ao seu alcance. Ele aumenta de tamanho graças à energia desses objectos. Mas como? Por causa dos átomos. Os anéis dos átomos giram em volta do núcleo. Todos os objectos tem muitos átomos. O buraco negro, “espreme”, graças à pressão, todos os objectos. Então, os átomos também ficarão mais juntos. Seus anéis terão menos espaço para girar, e girarão mais rápido, causando mais energia que aumenta o tamanho e a força do buraco negro.



Portanto meus amigos julgo não haver solução para o problema, o buraco é realmente infinito e de lá nada sai...
Tenho medo!...

18.9.09

Cá estão os professores para o inicio do ano...
é já segunda-feira...


DES B Desenho B António Rebelo
FQA M Física e Química Aplicadas vertente Materiais Luísa Pimenta
GD A Geometria Descritiva A Hernani Manuel dos Santos Marinheiro
HCA História da Cultura e das Artes Manuela Cambotas
MAT3 Matemática para as Artes Conceição Pereira
POR Português Adriano Cabouco
PT Projecto e Tecnologias Nuno Helder Lucena


os horários AQUI


Então amigos até segunda...

16.9.09

Leilão do Homem T







O leilão HOMEM T, que decorrerá no próximo dia 19 de Setembro, na Av. dos Aliados, pelas 15:00H.

13.9.09

O Colectivo Silêncio da Gaveta



O Colectivo Silêncio da Gaveta, no próximo dia 16 de setembro, vai participar no espectáculo “Recordar Eliana”, que acontece no grande auditório do Teatro Municipal de Vila do Conde, a partir das 22h00.
José Saraiva na viola, Márcio Silva na guitarra portuguesa e Torcato Regufe no contrabaixo, foram os músicos que mais vezes acompanharam Eliana Castro, pelos palcos nacionais e de além fronteiras como Espanha, França ou Canadá. A estes músicos, vão juntar-se, no espectáculo “Recordar Eliana”, Lorenzo Marceo no saxofone e as vozes de seis jovens fadistas: Bárbara Rossana, Luísa Amorim, Vânia Leal, Bárbara Passos, Marisa Pinheiro e Lísa Vilas Boas.

11.9.09

Brilho no Escuro


Lançamento dia 19 de Setembro às 21h:30
Palácio dos Viscondes de Balsemão

BRILHO NO ESCURO - REVISTA DE POESIA SAZONAL- Número dois de Outono. Colaboram neste número: Isabel de Sá, Jorge Melícias, João Borges, Paulo da Costa Domingos e Rosa Alice Branco. Uma tiragem de apenas 150 exemplares- uma raridade propositada


Tragédia e Paraíso Sempre from barbados on Vimeo.

10.9.09

XV Bienal de Cerveira

Até 26 de Setembro


Red Bull



Os aviões da Red Bull Air Race vão voltar a sobrevoar as zonas ribeirinhas do Porto e Gaia no fim-de-semana de 12 e 13 de Setembro, pelo terceiro ano consecutivo, na penúltima etapa do campeonato de 2009.

A Red Bull Air Race é uma corrida em que as aeronaves realizam uma espécie de "slalon" a uma velocidade máxima de 400 quilómetros/hora, entre pilares insufláveis e com cerca de 20 metros de altura, que serão colocados no rio Douro, entre o viaduto de Massarelos e a Ponte Luís I.
Considerada a "Fórmula 1 dos céus" este evento disputa-se em contra-relógio, a baixa altitude numa pista balizada por obstáculos insufláveis de 20 metros de altura.
No ar, a velocidade de ponta é superior a 370 quilómetros/hora sofrendo máquinas e pilotos, forças gravitacionais que chegam aos 12G.




Como habitualmente, as estruturas da etapa Porto/Gaia irão ser repartidas entre o Parque da Cidade (Porto), onde é montado o aeroporto da prova, e as margens do rio, com a Torre de Controlo a ser erguida no Porto e as áreas de hospitalidade (Race Club e High Flyers Lounge) a regressarem a Gaia.
A corrida decorrerá novamente entre a Ponte D. Luís e o viaduto de Massarelos.




Estão em prova os pilotos Hannes Arch (Áustria, Campeão do Mundo/2008), Paul Bonhomme (Grã-Bretanha, 2º em 2008) Kirby Chambliss (EUA, 3º em 2008) Mike Mangold (EUA) Peter Besenyei (Hungria) Nigel Lamb (Grã-Bretanha), Alejandro Maclean (Espanha), Nicolas Ivanoff (França), Michael Goulian (EUA), Sergey Rakhmanin (Rússia), Glen Dell (Africa do Sul), Matthias Dolderer (Alemanha), Matt Hal (Austrália), Pete McLeod (Canada) e Yoshihide Muroya (Japão).

Bombart 05

A Revista Bombart acompanha sempre as inaugurações do Círculo Cultural Bombarda, o numero 5 vai ser lançado no sábado dia 19 na Livraria Leitura...
a não perder...

Macau Antigo: Revista Collier's: 26 Junho 1937

Macau Antigo: Revista Collier's: 26 Junho 1937 : Na edição de 26.6.1937 a revista Collier's (fundada em 1888 nos EUA) dedica um arti...