30.6.09

Café Piolho

Os Reis do Piolho from Graça Salgueiro on Vimeo.



Café Âncora D’Ouro O “Piolho” - Síntese histórica 100 anos de vida (1909-2009)


Local mítico e já ex-líbris da cidade, conhecido nacional e internacionalmente pela simples designação de Café “Piolho”.

Conotado por ser um café de estudantes oriundos de diversas faculdades, sobretudo de Ciências e de Medicina, sendo também frequentado pelos comerciantes da zona, professores universitários e população em geral. Palco de debates e “conspirações” anti-fascistas nos tempos da ditadura, local de reunião de intelectuais e artistas de várias gerações, o “Piolho” acompanhou períodos fundamentais da história da cidade do Porto, como se pode ver pelas inúmeras placas de mármore ou ardósia colocadas nas suas paredes, oferecidas por todo o tipo de clientes. «Quando havia quaisquer manifestações públicas ou arruaças, complicava-se a situação. Lembro-me, perfeitamente, de uma incursão a que assisti, desta vez, de um guarda da GNR, que entrou a cavalo no café, partindo uma mesa quando correu à pranchada (batimento com a bainha da espada de cavalaria) um contestatário da época». Em 26 de Junho de 1909, Cremilda Reis Lima e Francisco José de Lima, em consonância com um sócio, compraram o Botequim Âncora D’Ouro, na antiga Praça da Rainha que, com a queda da Monarquia, passou a chamar-se Praça de Parada Leitão, nos números 42 a 57. Entretanto, e segundo relatos da época, mas não documentados, nem registados, o Botequim Âncora D’Ouro tinha sido já um misto de Tasca e Barbearia e estaria aberto desde 1880. Mais tarde é trespassado a Francisco José de Lima, antigo empregado de mesa do Botequim «O Martinho» em 1909.

«Nos inícios, o Botequim Âncora D’Ouro funcionava com música ambiente, realizando-se periodicamente serões com cantores que interpretavam árias de óperas, de operetas, canções brejeiras e dançava-se o charleston, o tango, etc. Tudo isto, para encanto da clientela, nos anos loucos de 1920». Por aqui passaram sucessivas gerações de médicos que “faziam parte do curso às mesas do café”, estudando aqui até altas horas da noite, naquele tão especial ambiente, e quiseram marcar a sua presença, deixando nas paredes placas alusivas à sua passagem. E são muitas dezenas as existentes, havendo até algumas repetidas pelos mesmos, 50 anos depois da formatura dos seus elementos. Em 1979, foi trespassado à actual gerência, composta por José Martins, José Pires e Edgar Gonçalves que, após algumas vicissitudes, conseguiram, sobretudo a partir dos anos 80, retomar as tradições emblemáticas deste carismático café que, em 2009, faz 100 anos ininterruptos ao serviço da população e serve já como ex-líbris e património histórico do Porto. Entre muitas e ilustres figuras e personagens de relevo, das Letras às Ciências, do Jornalismo, da Rádio,

da Política e da Música, o sócio-gerente José Martins salienta «… ainda me recordo da forma como a famosa fadista e já falecida, Amália Rodrigues, se me dirigiu ao balcão para pedir “um cimbalino” – Deia-me lá uma daquelas coisas que nós em Lisboa chamamos bica…».



Mas é, sobretudo, a partir de 1997 que o “Piolho” volta às suas origens, trazendo ao seu meio mais estudantes, tornando as noites mais quentes – com fados, tertúlias, recitais de poesia e descerramento de placas, enquadradas nas Semanas Culturais dos Estudantes. O prolongamento do horário de funcionamento actual, até às 4 horas da manhã, provoca uma animação que mexe com todas as gerações do “Piolho”.Por último, e em síntese dizer que o apelido o “Piolho” tem duas interpretações: uma, dado o movimento do café, das 13 às 15 horas, que era tanto e com tanta confusão, que todos apontavam o ambiente como uma “piolhice”, dada a agitação em que se vivia e daí a alcunha de café “Piolho”; outra, dada a frequência do café pelos alunos universitários e pelos professores deu origem à expressão de “piolhice”, na medida em que a convivência académica era um tanto ou quanto cerimoniosa. Actualmente, e já depois das novas obras em 2006, o mítico café reabriu as portas com tertúlias sobre a cidade do Porto. Nota-se um reavivar de memórias, com um toque de modernidade, mantendo-se as colunas douradas e a velha ventoinha no

tecto. Ao canto existe o “Museu do Piolho” com velhas máquinas registadores e de café, usadas “no antigamente”, mesmo ao lado de uma nova televisão de ecrã plano que substituiu o velho aparelho!

Finalmente e no ano em que se comemora os 100 anos do “Piolho”, registamos uma clientela jovem “a geração dos portáteis”, dos MP3, dos jogos de computador, das mensagens SMS enviadas pelos telemóveis, às dezenas para convocar encontros no centenário “Piolho”; ou para a marcação de “Manifes” e de contestações políticas, ambientais e de luta a favor do Património e dos locais de resistência e memória, emblemáticos nesta cidade, tais como o legendário e mítico “Piolho”.

Os namoros e as paixões continuam a marcar presença, na troca de olhares e de beijos sedutores e na mescla internacional, aliada agora ao programa ERASMUS e à multiplicidade e cumplicidade cultural que rompe e transforma o “Piolho”, tornando-o uma “Academia ou até uma das Universidades sui generis do Porto”.



Raul Simões Pinto & Sílvia C. Silva



Porto, 31 de Janeiro de 2009

29.6.09

Museu da Quinta de Santiago



Após dois anos de restauro abriu ao público o Museu da Quinta de Santiago.

"A HISTÓRIA DE INÊS DE CASTRO"
Concerto - Lançamento do Livro

Autores:

Música, texto e ideia: Ângelo da Silva
Pintura: José Emídio
Direcção Musical: Bruno Ribeiro
Interpretação:
Ana Barros, canto
Bruno Ribeiro, guitarra

Edição do Livro: Letras e Coisas

O projecto actual resulta do trabalho inicial do músico, compositor e guitarrista, Ângelo da Silva, residente em Paris, desde 1970, e que desde há alguns anos vinha a desenvolver um texto de narração e um conjunto de músicas, instrumentais e canções, com o título, " A História de Inês de Castro". O texto original é em francês, agora traduzido, e foi interpretado já em inúmeros concertos. A narração é intercalada por um conjunto de temas instrumentais e canções, num ambiente intimista e integrado no espírito medieval que caracteriza a época em que tudo se passou.
Surge posteriormente a ideia de realizar uma série de 6 pinturas, da autoria de José Emídio, no sentido de acompanharem e de servirem de cenário aos referidos concertos. Realizadas as pinturas, em número de seis, correspondendo estas a seis momentos, considerados chave em toda a história, a saber, A descoberta; O encantamento; Os amores; A conspiração, A morte e A coroação.

A casa ficou lindíssima


Durante a visita guiada à casa houve um concerto pelo quarteto de cordas de Matosinhos



a casa voltou ao seu melhor









Os tecidos em seda que forravam as paredes, foram enviados a artesãos para serem exectuados novos tecidos exactamente iguais aos primitivos, devido à morosidade da obra foi possível verificar que debaixo desses tecidos estavam desenhos feitos pelo arquitecto...






é sempre fantástico vêr obras de António Carneiro, Augusto Gomes, Joaquim Lopes...




de Jaime Isidoro...


depois no exterior o teatro...




Finalmente no Espaço Irene Vilar as obras de José Emídio...





Ir ao Museu da Quinta de Santiago é uma porta aberta ao ínicio do século XIX

20.6.09

Little Angell Blue

Hoje também me apetecia encostar a um canto e contar os dedos...
Enfim há dias...



Little Girl Blue
Sit there, hmm, count your fingers.
What else, what else is there to do ?
Oh and I know how you feel,
I know you feel that you're through.
Oh wah wah ah sit there, hmm, count,
Ah, count your little fingers,
My unhappy oh little girl, little girl blue, yeah.

Oh sit there, oh count those raindrops
Oh, feel 'em falling down, oh honey all around you.
Honey don't you know it's time,
I feel it's time,
Somebody told you 'cause you got to know
That all you ever gonna have to count on
Or gonna wanna lean on
It's gonna feel just like those raindrops do
When they're falling down, honey, all around you.
Oh, I know you're unhappy.

Oh sit there, ah go on, go on
And count your fingers.
I don't know what else, what else
Honey have you got to do.
And I know how you feel,
And I know you ain't got no reason to go on
And I know you feel that you must be through.
Oh honey, go on and sit right back down,
I want you to count, oh count your fingers,
Ah my unhappy, my unlucky
And my little, oh, girl blue.
I know you're unhappy,
Ooh ah, honey I know,
Baby I know just how you feel.

As últimas...


Não perder...
Hoje vai ser lançada a Revista de Poesia - BRILHO NO ESCURO.
pelas 23 horas no MAUS HÁBITOS
É um projecto urbano diferente.
Vai haver sons de violino e intervenção poética
INTERVENÇÃO POÉTICA -João Rios (diseur) e Tiago Pereira (violino)
Projecto e produção : Graça Martins e Isabel de Sá
edições anjo da guarda
1ªedição - Verão de 2009, Porto, Portugal
Tiragem - 100 exemplares ( uma raridade)
Colaboram neste número:
João Borges, Regina Guimarães, Rui del Pino Fernandes, João Rios, Isabel de Sá, valter hugo mãe.
Fotografias e desenhos:
Ana Margarida Padrão, Bárbara Rebelo, Graça Martins, Isabel de Sá e Raquel Fonseca.
http://www.maushabitos.com/
Rua de Passos Manuel, nº178, 4ºandar. Porto
Locais de venda: Gato Vadio, Maria Vai Com As Outras e Poetria.


valter hugo mãe e Luxúria Canibal


valter hugo mãe nasceu em Henrique de Carvalho, actual Saurimo em Angola, a 25 de Setembro de 1971. É um escritor, editor, artista plástico, cantor e DJ português. Passou a infância em Paços de Ferreira e em 1980 mudou-se para Vila do Conde. Licenciou-se em Direito e fez uma pós-graduação em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea. Em 1999 fundou com Jorge Reis Sá a Quasi edições na qual publicou Mário Soares, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto, António Ramos Rosa, Artur do Cruzeiro Seixas, Ferreira Gullar, Adolfo Luxúria Canibal e muitos outros. Em 2001, ainda na Quasi, co-dirige a revista Apeadeiro e em 2006 funda a editora Objecto Cardíaco. Em 2007 atingiu o reconhecimento público com a atribuição do Prémio Literário José Saramago, durante a entrega do qual o próprio José Saramago considerou o romance “o remorso de baltazar serapião”, um verdadeiro “tsunami literário”. Entretanto começa a escrever letras para canções e em 2008 funda, com Miguel Pedro e António Rafael, do grupo Mão Morta, o Governo, onde assume a função de vocalista. Este é o vídeo de esgar acelerado com desenhos do mesmo e de sara macedo.


GOVERNO - Meio Bicho e Fogo from 8 e Meio on Vimeo.




último livro de valter hugo mãe

o apocalipse dos trabalhadores

«maria da graça – mulher-a-dias em bragança esquecida do mundo – tem a ambição, não tão secreta como isso, de morrer de amor; e por essa razão sonha recorrentemente com a entrada no paraíso, onde vai à procura do senhor ferreira, seu antigo patrão, que, apesar de sovina e abusador, lhe falou de goya, rilke, bergman ou mozart como homens que impressionaram o próprio deus. mas às portas do céu acotovelam-se mercadores de souvenirs em brigas constantes e são pedro não faz mais do que a enxotar dali a cada visita.

tal como maria da graça, todas as personagens deste livro buscam o seu paraíso; e, aflitas com a esperança, ou esperança nenhuma, de um dia serem felizes, acham que a felicidade vale qualquer risco, nem que seja para as lançar alegremente no abismo.

o apocalipse dos trabalhadores é um retrato do nosso tempo, feito da precariedade e dessa esperança difícil. um retrato desenhado através de duas mulheres-a-dias, um reformado e um jovem ucraniano que reflectem sobre os caminhos sinuosos do engenho e da vontade humana num portugal com cada vez mais imigrantes e sobre a forma como isso parece perturbar a sociedade.»

11.6.09

O Homem Total

O novo projecto que assinala o 15º aniversário do Espaço T, pretende ser uma intervenção que provoque a "reflexão acerca do Homem".
Para o projecto foram convidados 100 artistas plásticos, a ideia é que cada um dos convidados pinte um dos 100 modelos em fibra de vidro do tamanho de um homem médio e que essa representação seja a imagem que cada artista possui do "Homem Total". Aos artistas convidados foi entregue um pequeno poema onde é exposto o conceito a desenvolver.
Para além das componentes social e artística, o projecto "Homem T" tem ainda como objectivo o "auto-financiamento da instituição". Depois de concluídas as obras, vai ser criado um catálogo para venda, com fotografias dos "Homem T" e biografias de cada artista. O objectivo não é apenas o de "fazer uma exposição de arte" mas também ter impacto social, através da "reflexão e interacção do público" uma vez que, numa fase posterior as obras vão estar expostas na Avenida dos Aliados.
Mais tarde, os bonecos vão ser leiloados, sendo que os lucros revertem a favor da instituição.

















































Macau Antigo: Revista Collier's: 26 Junho 1937

Macau Antigo: Revista Collier's: 26 Junho 1937 : Na edição de 26.6.1937 a revista Collier's (fundada em 1888 nos EUA) dedica um arti...