... Falar que nossa vida se aproxima da arte é algo que a maior parte das pessoas já ouviu de alguma maneira. Dizer que a vida é uma arte pode ressoar como algo intrigante, caso a banalidade da expressão não distraia a curiosidade do pensamento. O facto de a vida ser uma arte não quer dizer que ela seja necessariamente bela, e ainda que experimente a beleza e se torne bela, isso não lhe garante a felicidade, como disse Nietzsche. Para ser possível um esclarecimento da aproximação entre vida e arte, e para se compreender a vida como obra de arte, é necessária uma investigação filosófica das relações entre o agir, o pensar e o fazer, os quais não se reduzem a meros conceitos abstractos.
Em arte, ética e estética apenas se cruzam NA OBRA (podendo o artista ser cobarde ou assassino, não interessa)
27.11.09
26.11.09
Círculo Cultural Bombarda
A Rua de Miguel Bombarda tornou-se definitivamente o centro artístico portuense, promovendo regularmente inaugurações simultâneas de exposições nas quase trinta galerias de arte instaladas no quarteirão, novas colecções nas lojas de design e moda, tudo condimentado com muita animação e intervenções artísticas nas ruas e no CCB – Centro Comercial Bombarda.
A iniciativa realiza-se há uma década, sempre num sábado à tarde, a partir das 16 horas. Atenta ao fenómeno, a Câmara Municipal do Porto decidiu apoiar o meritório esforço de galeristas e lojistas da zona, baptizando o acontecimento como “Circuito Cultural Miguel Bombarda”. A sétima "BOMBARDA" de 2009 decorreu no passado dia 07 de Novembro. No mesmo dia, pelas 15.00 horas, foi lançada na Livraria Leitura (3) a revista “bombart”nº 06, de Novembro/Dezembro 2009 (4).
Pouco depois das 16 horas, a rua e as galerias começaram a encher-se de gente. Enquanto uma troupe de palhaços despertava risos e colhia aplausos ao longo da rua, as galerias propunham os seus artistas e respectivos projectos, muito diversificados, criativos e estimulantes:
A exposição inaugural da Galeria Mariana Jones T6+1, um projecto colectivo de Célia Machado, Filipa Guimarães, Ilídio Candja, Isabel Monteiro, Maurizio Lanzillotta, Mónica Oliveira e Nuno Machado.
Roteiro das exposições:
Cirurgias Urbanas: ilustração de Cristina Furtado – “Todas Elas Têm Uma História”. Até 20 de Janeiro de 2010.
Esteta7: Júlia Pintão – “Do(o)r”. Até 16 de Janeiro de 2010.
Franchini’s Galeria: colectiva de 130 artistas brasileiros e convidados (portugueses e alemães) – “Pequenas Grandes Obras – Digital”. Até 31 de Dezembro.
Franchini’s Galeria: Manuel Gio – “Crianças Indigo”. Até 31 de Dezembro.
Franchini’s Galeria: Muchagata – “Paisagem Interior”. Até 31 de Dezembro.
Franchini’s Galeria Sala Oficina 2000&5: pintura de Fernando Durão – “Magia de duas Fronteiras”. Até 31 de Dezembro.
Galeria Alvarez: Catarina Machado – “Translation Movement”. Até 10 de Dezembro.
Galeria Artes Solar Stº António: colectiva de pintura e escultura – “Questão de estilo”. Até 31 de Dezembro.
Galeria Arthobler – Porto: Pio Silva – “The New Normal”. Até 5 de Dezembro. www.arthobler.com
Galeria Fernando Santos: Group Show - Gerardo Burmester, Pedro Cabrita Reis, Patrícia Garrido, José Loureiro, João Louro, Pedro Quintas, Rui Sanches.
Galeria Fernando Santos – Project Room: José Almeida Pereira – “Olhar Amplo”. Até 23 de Dezembro.
Galeria João Lagoa: desenho de António Gonçalves. Até 30 de Novembro.
Galeria da Miguel Bombarda: Pinto Pereira – “Homem Tijolo”. Até 30 de Dezembro.
Galeria Presença: Mafalda Santos – “One day every wall will fall”. Até 16 de Janeiro 2010.
Galeria Quadrado Azul – desenho e fotografia de Pedro Tropa – “Travessia. Evidência. O Monte Rosa”. Até 18 de Dezembro.
Galeria Serpente: Pedro Constantino – “All the imperfect things”. Até 22 de Dezembro.
Galeria Simbolo: Maria Paredes – “Fios de Tempo”. Até 12 de Dezembro.
Galeria Trindade: Rui Coutinho – “Europetour”. Até 15 de Dezembro.
Mariana Jones: projecto de Célia Machado, Filipa Guimarães, Ilídio Candja, Isabel Monteiro, Naurizio Lanzillotta, Mónica Oliveira e Nuno Machado – T6+1. Até 30 de Dezembro.
Por Amor à Arte Galeria – Seara. Até 5 de Dezembro.
Reflexus – Arte Contemporânea: Carlos Noronha Feio – “Tentando alcançar o ponto zero”. Até 2 de Dezembro.
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As exposições decorrem nos espaços referidos, com diferentes horários (consultar sites das galerias) até Dezembro, sendo de supor que haverá novas inaugurações simultâneas e festa na Miguel Bombarda em Janeiro de 2010.
Sérgio Reis
22.11.09
Ready Mind
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Vai ser inaugurada dia 21 de Novembro, no Edifício da Ergovisão, no Porto, a mostra «R4 em Exposição», com peças de design e instalações de arte “verdes”.
A exposição poderá ser visitada das 15:00às 19:00 horas (terça-feira a domingo), e também das 21:00 às 24:00 (só às sextas-feiras e sábados), segundo o divulgado em comunicado.
Grande parte das obras foi criada para o propósito do evento. Os trabalhos, que se distribuem por dois pisos e 18 salas, são da autoria de 30 artistas nacionais com preocupações ambientais.
Contam-se entre os autores criadores de peças de iluminação, artistas plásticos, fotógrafos, artesãos, arquitectos, ilustradores, cenógrafos, realizadores, dramaturgos, e designers das mais diversas áreas de actuação como o design de jardins, de equipamento, de comunicação e de interiores.
Na noite de inauguração, a organização preparou a actuação dos Be-dom, grupo de percussão portuense que usa materiais alternativos como bidões, garrafas, latas, brinquedos e o próprio corpo para produzir som.
21.11.09
AS NOVAS TECNOLOGIAS NA ARTE

Considerar as artes digitais como uma forma de expressão plástica, só por si,
merece reflexão tanto mais que o computador é um instrumento de trabalho ao mesmo título que a rebarbadora o é para a escultura, a tinta em tubo pré-fabricada o é para a pintura.
O problema reside no que é possível fazer com esses instrumentos para a execução da obra de arte, e as novas capacidades que são abertas ao criador face ás novas ferramentas.
É frequente confundir-se virtuosismo tecnológico com obra de arte, sobretudo numa época em que a novidade dos instrumentos nos maravilha com os resultados obtidos.
É certo que, na área digital, há especialidades que beneficiam com esse virtuosismo, como seja a publicidade na web ou no cinema, as indústrias de divertimento como jogos e simulações virtuais, etc.
No entanto não podemos esquecer que ao mesmo título que a música e a escrita, as artes plásticas são ciências onde a tecnologia é indissociável da criatividade, e por essa mesma razão as artes digitais são uma nova ciência que se tornou indissociável das novas formas criativas.
Se no século XX a serigrafia, originária já do oriente do século XIII, foi recuperada pelos artistas como forma de expressão plástica, hoje, os meios digitais que foram criados como um instrumento de poder, são recuperados da mesma forma pelos artistas como meio de expressão criativo.
A esse título, a introdução de especialidades digitais nas escolas de arte, permite fornecer conhecimentos tecnológicos capazes de, não só fornecer uma nova linguagem aos estudantes, como adapta-la à execução das obras tradicionais.
A gravura digital é um dos exemplos, e ainda a capacidade de executar uma escultura em pedra sem ter de utilizar a rebarbadora ou o escopro, é outro.
Tudo reside nos conteúdos, que para serem considerados uma obra de arte, se é que este termo ainda tem validade face ás adulterações a que está sujeito, tem de ter um conteúdo que resista ao tempo.
Pelas razões apontadas, as escolas de arte tem um papel preponderante na formação de artistas digitais, e os conteúdos programáticos dos respectivos cursos devem permitir aos alunos, para alem da sua própria formação artística, darem a conhecer as múltiplas capacidades tecnológicas de forma a permitir a concepção plástica que lhe está adjacente.
Não se pode conceber um conteúdo sem conhecer os meios, e, actualmente, grande parte dos artistas que trabalham nesta área, ou soletram as capacidades tecnológicas da arte digital, ou se ficam pelo virtuosismo dos seus efeitos.
Por outro lado, é bem verdade que é difícil conhecer simultaneamente a capacidade de resposta dum programa específico, e conceber uma obra para esse programa.
Daí a necessidade de especialização, e consequentemente do trabalho de equipa.
Antever um resultado, mesmo que esse não seja o final, é o primeiro passo para o arranque do trabalho de concepção artística, e para antever esse resultado, nós os artistas, dominamos as ferramentas com que habitualmente trabalhamos, como seja a cor, a forma, os materiais orgânicos ou inorgânicos, porque estão adjacentes à experiência manual e à destreza que os anos vão dando.
Consequentemente espera-se poder dominar as ferramentas virtuais da mesma forma, o que normalmente não acontece pela complexidade dos sistemas operativos, dos próprios programas, e pela dificuldade de adaptação tecnológica, sobretudo nas gerações mais avançadas.
Pelas razões apontadas, preconizamos:
1 – Criação de base de dados específicos para as artes – o quê – par quê – como.
2 – áreas de formação abrangentes aos diplomados e não diplomados da carreira artística
3 – Centros de investigação e produção artística – equipamentos e técnicos disponíveis ao acompanhamento dos criadores diplomados ou não.
4 – Disponibilização on-line dos trabalhos realizados para estabelecer parcerias com outros centros
O grande problema na optimização deste processo reside na dificuldade dos meios académicos se abrirem aos meios produtivos não académicos, estabelecendo uma dicotomia entre a dialéctica e a acção.
Como ultrapassar essa dificuldade, que estou certo ninguém quer ?
O acordo de Bolonha prevê a concessão de equivalências académicas ao saber adquirido ao longo da vida, em todas as áreas.
Mas não diz como se vai classificar um marceneiro, um trolha ou um electricista com anos de carreira, face ao percurso universitário.
E quem está preparado para atribuir essas equivalências?
Em que especialidade académica serão esses saberes homologados ?
Quem está disponível para estudar este assunto ?
Se a própria equivalência entre cursos Universitários é já um problema maior pela diversidade de opções entre os vários países aderentes a esse acordo, e a dificuldade de estabelecer as concessões necessárias a tal processo.
Esta linha de acesso entre as várias Universidades poderá ser um ponto de partida para um maior entendimento e o início de uma formação e-learning multifacetada.
Henrique Silva
18.11.09
Casa das Histórias Paula Rego - Museu
Este Museu é uma obra arquitectónica de referência e de autor, assinada pelo arquitecto Eduardo Souto de Moura, que honra e dignifica ainda mais a obra de Paula Rego, que ganha assim um espaço de referência no país de origem da pintora, num museu moderno, construído de raiz e integrado na paisagem natural e urbana circundante...
O edifício conta com 750 m2 de áreas de exposição permanente e temporária, um auditório com 195 lugares, livraria, bar, serviços de apoio (gabinetes de trabalhos, oficinas, depósito e áreas técnicas) e espaços para actividades ao ar livres destinadas a crianças.
O espaço acolhe uma significativa colecção de obras de arte;
Doação ( por 10 anos, renovável por idênticos períodos ), 278 desenhos e 257 gravuras num total de 535 obras doadas
Empréstimo de 52 pinturas de Paula Rego e 15 pinturas de Victor Willing, mais 206 desenhos de Paula Rego e 8 bonecos ( modelo )
Colecção permanente de 34 pinturas, 27 desenhos e 90 gravuras
Conta também com obras do seu marido, Victor Willing, artista e crítico de arte.
O edifício conta com 750 m2 de áreas de exposição permanente e temporária, um auditório com 195 lugares, livraria, bar, serviços de apoio (gabinetes de trabalhos, oficinas, depósito e áreas técnicas) e espaços para actividades ao ar livres destinadas a crianças.
O espaço acolhe uma significativa colecção de obras de arte;
Doação ( por 10 anos, renovável por idênticos períodos ), 278 desenhos e 257 gravuras num total de 535 obras doadas
Empréstimo de 52 pinturas de Paula Rego e 15 pinturas de Victor Willing, mais 206 desenhos de Paula Rego e 8 bonecos ( modelo )
Colecção permanente de 34 pinturas, 27 desenhos e 90 gravuras
Conta também com obras do seu marido, Victor Willing, artista e crítico de arte.
Existimos em Função do Futuro
Tentai apreender a vossa consciência e sondai-a. Vereis que está vazia, só encontrareis nela o futuro. Nem sequer falo dos vossos projectos e expectativas: mas o próprio gesto que surpreendeis de passagem só tem sentido para vós se projectardes a sua realização final para fora dele, fora de vós, no ainda-não. Mesmo esta taça cujo fundo não se vê - que se poderia ver, que está no fim de um movimento que ainda não se fez -, esta folha branca cujo reverso está escondido (mas poderia virar-se a folha) e todos os objectos estáveis e sólidos que nos rodeiam ostentam as suas qualidades mais imediatas, mais densas, no futuro.
O homem não é de modo nenhum a soma do que tem, mas a totalidade do que não tem ainda, do que poderia ter. E, se nos banhamos assim no futuro, não ficará atenuada a brutalidade informe do presente? O acontecimento não nos assalta como um ladrão, visto que é, por natureza, um Tendo-sido-Futuro. E, para explicar o próprio passado, não será a primeira tarefa do historiador procurar o futuro?
Jean-Paul Sartre, in 'Situações I'
O homem não é de modo nenhum a soma do que tem, mas a totalidade do que não tem ainda, do que poderia ter. E, se nos banhamos assim no futuro, não ficará atenuada a brutalidade informe do presente? O acontecimento não nos assalta como um ladrão, visto que é, por natureza, um Tendo-sido-Futuro. E, para explicar o próprio passado, não será a primeira tarefa do historiador procurar o futuro?
Jean-Paul Sartre, in 'Situações I'
O último agricultor da Foz
Nostalgia descreve uma sensação de saudades de um tempo vivido, frequentemente idealizado e irreal.
Nostalgia é um sentimento que surge a partir da sensação de não poder mais reviver certos momentos da vida.
O interessante sobre a nostalgia é que ela aumenta ao entrar em contacto com sua causa e não diminui como o sentimento da saudade.
Na cultura de massa, a nostalgia ou retrofilia é separada por décadas (como "nostalgia 80" ou "nostalgia 90"), representando o conjunto de produtos culturais de uma época, como filmes, brinquedos, etc, geralmente destinados a crianças e adolescentes. Esta nostalgia começa, naturalmente, assim que a década termina, e se manifesta em atitudes como guardar e coleccionar objectos antigos, ou apenas se interessar por discussões e leituras sobre o tema. Esse fenómeno ocorre porque, diante do mundo adulto, é comum recordar a infância como forma de escapismo. Além das lembranças individuais, há também a dos produtos culturais da época, criando uma identidade nostálgica entre pessoas de mesma idade.
Nostalgia é um sentimento que surge a partir da sensação de não poder mais reviver certos momentos da vida.
O interessante sobre a nostalgia é que ela aumenta ao entrar em contacto com sua causa e não diminui como o sentimento da saudade.
Na cultura de massa, a nostalgia ou retrofilia é separada por décadas (como "nostalgia 80" ou "nostalgia 90"), representando o conjunto de produtos culturais de uma época, como filmes, brinquedos, etc, geralmente destinados a crianças e adolescentes. Esta nostalgia começa, naturalmente, assim que a década termina, e se manifesta em atitudes como guardar e coleccionar objectos antigos, ou apenas se interessar por discussões e leituras sobre o tema. Esse fenómeno ocorre porque, diante do mundo adulto, é comum recordar a infância como forma de escapismo. Além das lembranças individuais, há também a dos produtos culturais da época, criando uma identidade nostálgica entre pessoas de mesma idade.
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