4.10.08

O mercador de Veneza


Caros colegas do RPA, o tema proposto de RPE é


O MERCADOR DE VENEZA


Por isso cá vai algo sobre o tema...




SINOPSE

Para ajudar seu amigo Bassânio a conquistar sua amada Pórcia, o mercador Antônio concorda em fazer um empréstimo com o agiota Shylock oferecendo como garantia uma libra de sua própria carne.

Resumo
Bassânio, um nobre veneziano que perdeu toda sua herança planeja casar-se com Pórcia, uma bela e rica herdeira. Seu amigo Antonio concorda em lhe emprestar o capital necessário para que ele viaje até Belmonte, no continente, onde vive Pórcia. Como Antonio é um mercador, toda a sua fortuna está investida numa frota de navios mercantes que navegam em águas estrangeiras. Ele então faz um empréstimo junto a Shylock, um agiota que concorda em emprestar o dinheiro, desde que Antonio empenhe uma libra de sua própria carne como garantia. Quando Bassânio chega a Belmonte, descobre que para ganhar a mão de Pórcia terá que se submeter a um teste envolvendo três arcas, deixado pelo pai da moça antes de morrer e ainda recebe a noticia que os barcos de Antonio naufragaram e ele perdeu toda sua fortuna, estando sua vida, agora, nas mãos de Shylock.

Sobre O Mercador de Veneza
O Mercador de Veneza confronta o que há de melhor e que há de pior na alma humana: tolerância , intolerância, usura, benemerência, amizade, vingança, interesse, paixão, romance e sublime poesia.
Enquadrada entre as comédias do bardo inglês, é uma peça peculiar, pois se desenrola de tal forma, que a dramaticidade impõe-se sobre o gracejo, e desvela seu sentido tragicômico. O enredo transita por duas óticas: de um lado o penhor de uma libra de carne,e o fio condutor romântico, o da escolha do noivo por meio de cofres de diferentes materiais e significados.
O Mercador de Veneza enfoca dois discursos que se frontalizam e onde as personagens não são passíveis de conciliação: Shylock, o judeu e Antônio, o mercador cristão, não nos permitindo, as mais das vezes, um distanciamento impessoal, pois Shakespeare consegue envolver entre as questões que permeiam a tragicomédia, os conflitos que moram no coração dos homens. Nos inquieta porque os princípios éticos e o contexto legal nem sempre se harmonizam e as razões e contra-razões se chocam num clima passional, excedendo-se a precariedade jurídica com a exercitação das palavras, das falsas verdades e das manipulações ideológicas.
O “Mercador de Veneza” e sua dialética de drama histórico, nos faz ver que a justiça que não é feita em seu momento preciso, gera injustiça e essa por sua vez torna-se vingança.

Eis aqui um projeto para "O Mercador de Veneza", de Shakespeare, feito por Richard Filkenstein.

maquete



Sem comentários:

Macau Antigo: Revista Collier's: 26 Junho 1937

Macau Antigo: Revista Collier's: 26 Junho 1937 : Na edição de 26.6.1937 a revista Collier's (fundada em 1888 nos EUA) dedica um arti...