29.7.09

Bienal de Cerveira abre com críticas ao ministro

Como sempre cultura para quê?
Era preferível terem convidado o Cristiano Ronaldo...ou organizar um concerto do Tony Carreira...
Tinha sido um sucesso...
É lamentável...





A crítica foi transversal em todos os discursos de inauguração da XV Bienal Internacional de Vila Nova de Cerveira, ontem, sábado: o ministro da Cultura não esteve presente e não apoiou o evento.

Numa edição marcada por uma viragem ao nível da direcção - o pintor Augusto Canedo substituiu Henrique Silva, ao fim de sete edições -, a presença de Pinto Ribeiro esteve garantida até 48 horas antes da abertura do certame, até que o governante fez saber que ali não se iria deslocar.

O autarca José Manuel Carpinteira não gostou: "A bienal de Cerveira merecia outro respeito e outra atitude". Entre a assistência, ouviram-se aplausos de apoio. Era intenção da autarquia que, um hora antes do arranque da bienal, o ministro também inaugurasse o novo arquivo municipal da vila e terá até chegado a encomendar uma placa alusiva, com o nome deste, e convites a anunciar a sua presença, mas as expectativas foram goradas. A estrutura, cuja construção custou cerca de 700 mil euros, abriu sem a sua presença.

Na abertura da bienal, o novo director artístico, que dias antes tivera confirmação da presença de Pinto Ribeiro, comentou o facto de o evento ser suportado apenas pela Câmara de Cerveira e patrocinadores. "Não é justo", referiu.

Polémicas à parte a bienal irá manter-se de portas abertas até 27 de Setembro, com obras de mais de 260 artistas de todo o Mundo. Ontem foram divulgados os nomes dos vencedores do concurso deste ano: Isaque Pinheiro, Milica Rakic, Samuel Rama, André Sier, Mário Ambrózio, Marta Moura, Pavel Forman, M. Fagundes Vasconcelos, Lemeh 42 e Marcin Dudek.
ANA PEIXOTO FERNANDES

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