21.5.09

Abel Salazar


Abel Salazar e sua irmã, Dulce Salazar, em S. Miguel de Seide – Casa de Camilo


O artista

O afastamento da vida académica permite-lhe desenvolver em sua casa uma produção artística variada na temática e na expressão plástica: gravura, pintura (paisagens, retratos, ilustração da vida da mulher trabalhadora e da mulher parisiense), pintura mural, aguarelas, desenhos, caricaturas, escultura e cobres martelados (caso único entre os artistas contemporâneos)

Para Amândio Silva, Director artístico da Casa-Museu durante quase 50 anos, Abel Salazar “como pintor foi sempre um intérprete de uma realidade social do seu tempo. As variadas técnicas que sofregamente o vemos experimentar são umas das facetas mais notáveis do seu temperamento de artista e da sua capacidade polivalente”.


"As coquete"

"A Actividade literária, artística e filosófica de Abel Salazar, no período decorrente entre a sua demissão e a sua reintegração, em 1941, foi, de facto, o período da sua vida em que logrou maior notoriedade e influência públicas(…)pela intensa colaboração que prestou a periódicos regionais e nacionais (periódicos que tinham, como denominador comum, a sua oposição à Ditadura), pela publicação de alguns livros de inegável interesse (como Paris em 1934, Recordações do Minho Arcaico e O Que É a Arte?), pelas extraordinárias exposições individuais dos seus quadros no Porto e em Lisboa, em 1938 e 1940, e, enfim, porque foi esse período em que definiu, com mais nitidez, as suas ideias políticas, as suas concepções acerca duma ciência positiva dos fenómenos psíquicos (a caracterologia) e dos fenómenos histórico-sociais (a sua teoria biomecânica da história), em que se empenhou na vulgarização da filosofia da revolução científica do século XX (o empirismo lógico e a suposta "falência" da metafísica) e mostrou que a Arte não só era compatível com a ciência e o religiosismo indefinido, mas que era uma actividade essencial ao ser humano.”
"Génese e Evolução do Ideário de Abel Salazar"
Norberto Ferreira da Cunha


A Fundação Eng. António de Almeida, ofereceu à cidade, uma escultura de Abel Salazar da autoria do escultor Helder de Carvalho, para o Jardim do Carregal com inauguração no próximo sábado dia 23 às 12 horas.



Espero que o Porto continue a povoar os seus jardins, com obras de bons escultores e lembrando homens dos quais nos podemos orgulhar...
Parabéns Helder Carvalho

Sem comentários:

Macau Antigo: Revista Collier's: 26 Junho 1937

Macau Antigo: Revista Collier's: 26 Junho 1937 : Na edição de 26.6.1937 a revista Collier's (fundada em 1888 nos EUA) dedica um arti...